A beleza do caos
Havia uma época em que os versos fluíam de minha mente como
água. Escorriam entre meus dedos e pousavam nas folhas suavemente. Conseguia
abrir meu coração e derramar em páginas brancas centenas de frases escritas com
paixão e dor. E é isso que me falta hoje - dor. Para escrever, é preciso que as
emoções estejam à flor da pele. Que elas baguncem seus pensamentos e submerjam
no seu subconsciente de forma desordenada e bela. Pois a beleza do caos é
infinitamente mais densa que a beleza da ordem. Nele descobrimos fragmentos que
sobre a ordem ficam perdidos, escondidos no fundamento da razão.

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