O que eu amaria odiar;
Queria odiar seus olhos, seu sorriso, sua falta, seu cinismo. Seus versos, sua ternura, seu abandono, sua vulgaridade. Odiar saber que você nunca vai ler essas linhas (só na esperança de que você as leia). Queria odiar tudo o que você é e o que não é e o que nunca vai ser. Queria conjugar o verbo odiar no presente. Eu odeio, odeio, te odeio. ODEIO! Mas tudo que sai é amor. Amor. Bon-da-de. A vontade de abraçar o mundo (você, você, você) e dizer que vai ficar tudo bem. Porque, me diz, porque eu não nasci para odiar? A vida seria mais fácil. Hoje, a única coisa que eu odeio, é não conseguir odiar. Só que eu minto.

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