Slow Movement
"We asked some of the world’s most prominent futurists to explain why slowness might be as important to the future as speed."Este artigo diz respeito a uma ideia que tive no dia de ontem, quando abruptamente me dei conta de que as coisas no mundo atual, principalmente virtual, ocorrem rápido demais, de maneira que as pessoas se adaptam a um ritmo frenético e doentio de vida.O artigo acima não é de minha autoria, porém, levando em consideração que ele veio as minhas mãos após meu primeiro pensamento, vejo que é interessante discutir sobre ele, pois isso significa que não sou a única pessoa no mundo contra a concepção humana contemporânea do tempo.
A internet nos dá acesso a milhões de dados de informação por segundo, incontáveis páginas virtuais nos permitem criar perfis, atualizar nossos interesses, postar fotos, pensamentos... A cada dia uma nova banda é descoberta, um novo estilo musical é anunciado, um novo filme é sucesso de bilheteria, um novo prédio amontoa-se na cidade e cada vez mais a paisagem se torna um grande amontoado de conteúdo inútil.
Este fast-foward em que vivemos é por vezes a causa de muitas doenças próprias do mundo moderno, como o stress, a psicose, a depressão. As pessoas se trancam em grandes óperas de arame e passam madrugadas em frente a um aparelho televisivo e então se sentem deprimidas em ocasião da falta de contato humano, porém, o que nos escapa destas cenas, é que estas pessoas não necessariamente precisariam estar trancadas em casa assistindo programas fúteis, elas tem a escolha, de sair, de ver e sentir algo novo.Penso na formação que os designers estão recebendo nas instituições e me deparo com profissionais desleixados que buscam a "inovação" através de tecnologia de ponta e sistemas que carecem de significado. Se nossa história nos diz que devemos aprimorar a qualidade de vida das pessoas, criando produtos que satisfaçam suas necessidades, devemos levar em consideração todos os aspectos da sociedade.
Quando uma criança pede um doce, nem sempre devemos dá-lo a ela, assim funciona com a sociedade. Está claro que vivemos a era da informação, onde nossa vontade está simplificada em aparelhos que tornem nossa vida mais fácil e - espantem-se – rápida. Porém, isso não quer de maneira alguma dizer que esta é a maneira correta de viver a vida.
É importante por isso que nossos olhos se abram a tempo de ainda reconhecerem o azul vibrante do céu em um dia de sol e os sorrisos que escapam daqueles que ainda tem tempo de saborear um café com um amigo pela manhã.
Afinal, nós medimos o tempo conforme nossas regras, o que são anos, por exemplo, para quem tem apenas alguns dias de vida? E o que são segundos para quem tem décadas de vida? É certo que aqueles que possuem menos tempo de vida tem um outro olhar diferente para o tempo do que aqueles que vivem por muitos anos e, quem sabe, eles não deem muito mais valor para o presente.
Todo dia à noite, procuro passar ao menos uma hora conversando com minha família e uma hora lendo um livro. É um tempo que uso para restaurar minhas energias psicológicas, para realmente valorizar o tempo que foi me dado nesta Terra. Espero sinceramente que mais profissionais se comovam com esta causa e que pensem no futuro na hora de criar produtos que sejam atrativos para o bem do futuro, espero que as pessoas entendam a preciosidade de demorar alguns minutos a mais no almoço, ou de visitar colegas. E no mais, espero que a capacidade de entendimento humana compreenda o valor que o tempo tem, em uma perspectiva muita menos burguesa e muito mais transcendente de espírito.
Artigo original: http://www.good.is/post/hurry-up-and-wait
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