Jum Nakao

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Em 17 de junho de 2004, diante de uma platéia de 1200 pessoas da São Paulo Fashion Week, o estilista Jum Nakao chocou e encantou o público ao realizar uma performance ousada.
No final do desfile, as modelos rasgaram elaboradíssimas roupas de papel vegetal, construídas em mais de 700 horas de trabalho.
O público acaba tornando-se cúmplice de toda jornada, desde a primeira reunião da equipe de trabalho, seguida pela confecção das delicadas roupas de papel (que seguiram referências estéticas do final do século XIX), até o dia do desfile, e seus esperados imprevistos.
A transparência dos papéis rendados, o aspecto artesanal e a fragilidade das formas remetem aos monges da Era Heian (742-1192) e aos samurais do período Kamakura (1192-1333), que se protegiam do frio com roupas de papel costuradas com fios de seda, consideradas sublimes, símbolizando uma vida simples, humilde e efêmera.
Na Era Edo (1616-1868), as roupas de papel se popularizaram, principalmente no inverno.
Essa coleção de papel é considerada pela SPFW como o desfile da década de moda no Brasil, e um dos mais importantes desfiles do século, pelo Museu de Moda de Paris.Arte e tecnologia.
Dissecando o mundo, Jum Nakao costura o imprevisível.
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