Hegel

Para Hegel, o único belo que o interessa é o belo artístico, o das produções humanas, excluindo-se o belo natural. Por que? Simplesmente porque o belo artístico é sempre superior ao belo da natureza. É uma produção do espírito, e o espírito "sendo superior à natureza, sua superioridade se comunica igualmente aos seus produtos, e por conseqüência, à arte".
Hegel pode dificilmente ser mais claro do que quando declara: "A pior idéia que atravessa o espírito do homem é melhor e superior que a maior produção da natureza, e isso justamente porque participa do espírito e que o espiritual é superior ao natural."
Uma das conseqüências dessa superioridade incontestável do espírito é que a arte não poderia ter por objetivo imitar a natureza. Hegel toma aqui radicalmente o contrapé da tradição aristotélica em vigor na arte ocidental.: "Pretendendo que a imitação constitua o objetivo da arte, que a arte consiste, por conseqüência, em uma imitação fiel do que já existe, coloca-se em suma a lembrança na base da produção artística. É privar a arte de sua liberdade, de seu poder de expressar o belo."
Ora, o objetivo da arte não é de satisfazer a lembrança, mas de satisfazer a alma, o espírito.

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